sexta-feira, 7 de junho de 2013

Relatório Projecto Artístico

Projecto Artístico – Resumo geral

                Proposta de Trabalho
                Inicialmente foi-nos pedido que, a partir de umas imagens apresentadas à turma, escrevêssemos espontânea e rapidamente sobre aquilo que tal fotografia artística nos fazia lembrar, explorando o seu significado no nosso íntimo. Fazendo não só uma reflexão acerca de determinado tema mas também procurando a expressão através da escrita. Pessoalmente, tal tarefa não significou qualquer tipo de constrangimento ou dificuldade, sendo que em poucos minutos escrevi um poema para cada imagem abordando o tema que esta me suscitou tentando ser o mais espontânea possível.
                Penso que não só as imagens nos transmitiram alguma ideia. O interessante foi que nós próprios ao vê-las pensámos ver nelas aquilo que vemos em nós, ou seja, penso que vi nas imagens não só o que elas à primeira vista me transmitiam como o que se passava dentro de mim.
               
                Início do Trabalho – Descoberta do tema
                Como o primeiro passo já estava dado, tentei focar-me somente no que tinha escrito e explorar o que de comum existia entre todos os meus poemas ou talvez nalgum tema que na minha perspectiva se sobrepunha aos restantes. No entanto, encontrei facilmente um tema que ligaria todos os poemas e que assim sendo, significaria algo no qual tinha andado a pensar e sobre o qual me queria exprimir, tinha a ver com o Corpo, a natureza, a multiplicidade do ser, a diferença entre seres e a sua proximidade, o movimento, a procura e a descoberta.
Foi segundo estas bases que desenvolvi o meu projecto.

                Desenvolvimento do trabalho
                A partir do momento em que encontrei o tema no qual queria desenvolver o meu trabalho, surgiram várias questões: Como transmitir as minhas ideias? Como explorar e aprofundar o tema? Como dirigir e organizar o trabalho? E qual seria o trabalho final tanto físico como audiovisual? Perante a minha fixação por árvores que são um elemento natural pelo qual me sinto fascinada, não só pela sua eventual beleza mas também pela sua função e “ser”, decidi que seria a partir do formato “árvore-ser” que queria desenrolar o trabalho não só por ser um elemento representativo da natureza mas também por já ter sido um tema abordado em trabalhos anteriores realizados por mim, este ano e até por conhecer a minha ansiedade secreta em abordar o elemento (Quero – 1º período). A ideia geral surgiu na tentativa de juntar a Natureza – a árvore e o Homem – o corpo e dentro do homem/ser/corpo, a minha singular existência como mulher/ser/corpo e multiplicidade tentando transmitir no objecto a diferença entre seres e também a sua proximidade, o movimento e a procura e descoberta! Imaginei tal junção como uma árvore que concebi em escultura. Um árvore que, não sendo comum, se transformava em corpo!   
                Assim sendo, tinha encontrado o meu propósito e decidi fazer uma escultura, imaginei uma árvore feita com partes do corpo, sendo que as mãos pudessem ser raízes, braços e pernas ramos e um tronco humano, o tronco da árvore. Fundamentalmente partes do meu corpo para que transmitisse algo pessoal mas também com braços e pernas de pessoas próximas de mim porque nenhuma árvore é igual, nem mesmo os seus membros o são e muito menos as pessoas cujo corpo moldou a minha escultura! Assim foi dado o sentido da multiplicidade do meu ser com todas as minhas ambições e particularidades. E da mesma maneira a diferença entre todas as pessoas e mesmo apesar disso, a sua proximidade (e neste caso a proximidade comigo).
                A escolha de material para começar a conceber o trabalho já não foi tão fácil como a quantidade de ideias que me invadiram. Lembrei-me porém que precisava de algo que moldasse o corpo e que pudesse ser retirado facilmente dele acabando suficientemente rijo para que mantivesse a forma. Escolhi um material não regulamentar ou seja, com o qual nunca havia trabalhado e que não se encontra dentro dos materiais recomendados para conceder uma escultura – utilizei papel aderente (de sandes) e fita-cola para conceber braços, pernas, mãos, o meu tronco e até a minha cabeça.
                O processo era o seguinte: Revestia o braço, a perna ou qualquer parte do corpo pretendida com papel aderente que automaticamente se moldava ao membro onde se enrolava, com diversas camadas até que ficasse rijo passava por fim várias camadas de fita-cola. Quando estava rijo o suficiente fazia um corte longitudinal até que a pessoa conseguisse retirar o seu corpo de dentro do molde. Apesar de trabalhoso, o processo era eficaz e o molde transmitia exactamente a forma do corpo sendo possível no final distinguir até a quem pertencia cada perna ou braço! O material em si, plástico apesar de ao início me parecer desenquadrado foi aos poucos e poucos seduzindo quem por ele passava na medida em que produzia brilhos e ramificações interessantes. Foi assim que decidi manter o material à vista não o camuflando e aceitando a sua potencialidade. No caso da minha cabeça, os cuidados foram redobrados para futuras referências: é necessário que se coloque se possível uma touca de natação ou algo que proteja a cabeça e o cabelo! Só assim se pode começar a envolver a mesma com papel aderente não esquecendo de fazer buracos no nariz para que se possa continuar a respirar normalmente, tal especificidade é importantíssima, de outro modo a pessoa pode ter dificuldade em respirar!








 Apresentação Audiovisual
                Depois de ter concebido a escultura em si, com todas as suas partes – vários braços, pernas, mãos, o meu tronco e a minha cabeça foquei-me na minha apresentação audiovisual.
Pensei que nela teria que incluir não só o meu Corpo-Natureza mas também as bases/tema nas quais assentei a minha escultura e assim transmitir as minhas ideias. Mas como?
Decidi não montar assim a minha escultura final antes de poder gravar as suas partes constituintes. Dirigi-me para a natureza e esperei que ela me pudesse inspirar. E fê-lo. Introduzi os meus “pedaços” de corpos em diversos ramos para que se infiltrassem na natureza, gostei do resultado e esperei que o vento os abanasse com o seu poder para que pudesse filma-los ao vento, parecendo assim ramos e folhas ao vento e ao mesmo tempo, o movimento do corpo humano. Adorei fazê-lo.
                Para além do contacto com a natureza, também me quis sentir uma árvore e expressar-me segundo o que a natureza me transmitia. Assim lembrei-me das sombras que os ramos de árvore criavam e decidi transformar-me numa dessas sombras, foi preciso uma sala vazia e às escuras, um lençol branco e uma luz não natural para criar a minha sombra. Mexi-me ao ritmo e balancei os braços e pernas como se de uma árvore me tratasse, foi uma boa experiência e o produto final traduziu-se na junção do meu ser, a natureza e o movimento o que correu bem. Realizei um vídeo no Sony Vegas o que me proporcionou um conhecimento mais profundo acerca do programa juntando captação de vídeo onde apareço, onde retracto a natureza e a presença nela (vídeo), fotografia e áudio, tanto um instrumental de fundo como a minha voz.

                Trabalho Final – êxitos e frustrações
                O trabalho final que apresentei, baseado no projecto idealizado por mim que se desenvolveu ao longo do 3º período consistiu na escultura de uma “árvore-ser”. Ao longo do processo deparei-me com diversos problemas, inicialmente na escolha do material e depois sobretudo na construção da escultura em si pelo facto do corpo (tronco da árvore) não suportar eficazmente o peso dos ramos – Pernas, braços. 
Uma frustração que encontrei foi a nível audiovisual quando o meu vídeo se reproduziu mais escuro do que esperava, em relação às sombras onde estou a dançar. Porém, o trabalho final esteve dentro das minhas expectativas e cumpriu o meu projecto e plano de trabalho.

















quarta-feira, 5 de junho de 2013

Curta-Metragem "NORTEncontra o teu" - Guião

Cena
Planos/Imagem

Lugar/Tempo/Acção
Diálogos/Comentários
Música/Som/Efeitos Sonoros

1

Plano Pormenor

Lugar: Cemitério
Tempo: a meio da tarde
Acção: uma mão coloca uma flor numa campa, não se percebendo de quem é e quem foi a pessoa que morreu recentemente

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

2

Introdução:Plano de Pormenor; Fotografias

Lugar: Quarto de Maria
Tempo: ------------
Acção: são mostradas várias fotografias dos actores juntos e também de quando eram pequenos, dando a entender que é alguém que as está a ver enquanto anda

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

3

1 - Plano Geral da sala
2 - Plano Pormenor da chávena
3 - Plano Pormenor da acção
4 - Plano Pormenor da boca da mãe
5 - Plano da mãe vista de cima
6 – Plano Pormenor da mão impaciente

Lugar: Casa da Maria – sala de estar
Tempo: de madrugada
Acção: mãe de Maria espera, por ela ansiosamente na sala;
1 – mãe de costas a ler revista
2 – mãe levanta a chávena
3 – mãe a beber chá
4 – vista da boca da mãe
5 – mãe vê as horas no relógio de pulso
6 – mãe bate o dedo impacientemente na mesa

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

4

1 - Plano Pormenor da chave na porta
2 - Plano Geral do hall da casa
3 – Plano Geral da sala – mãe de costas

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Chegada a casa após noitada, alterada;
1 – coloca chave na porta
2 – Maria abre a porta e entra em casa, deixa cair a chave e dirige-se para o seu quarto, mas antes de chegar ao corredor é surpreendida pela mãe que a espera na sala e a chama
3 – mãe esta sentada num sofá, de costas, quando chama a filha

 Diálogo:
3 - Mãe: “Maria, chega aqui por favor!”


Som directo

5

1 – Plano Travelling de aproximação
2 – Plano Geral da sala
3 – Plano Geral da sala

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Maria dirige-se para a sala, recostando-se no sofá
1 – caminho de Maria até a sala/sofá
2 – Maria está deitada no sofá com os pés por cima da almofada e é repreendida pela mãe; diálogo entre mãe e Maria
3 – Maria levanta-se do sofá, beija a mãe na testa e vai para o quarto

 Diálogo:
2 – Mãe: “ Tira os pés do sofá Maria! Até parece que não sabes como as coisas funcionam cá em casa. Já te disse que não podes chegar tão tarde… Já viste as horas? E o estado em que estás? É perigoso, o mundo está virado ao contrário!”
Maria: “Sim, de facto, o mundo está virado ao contrário!”
Mãe: “Filha…. Eu sei que custa, é difícil para ti tal como é para todos. Por favor não desistas, tens de ser forte.”
Maria: “Boa noite mãe.”

Som directo



6

½ - Plano Geral do quarto
3 – Plano de costas
4/5/6 – Plano Geral do quarto
7 – Plano Pormenor da mala
8 – Plano Pormenor dentro da mala
9 – Plano Picado


Lugar: Casa da Maria – quarto de Maria
Tempo: de manhã
Acção: Maria está deitadana cama a pensar
1 – movimentos sucessivos na cama
2 – Maria senta-se e recosta, pega num livro e lê
3 –  Maria a ler
4 - fecha o livro, atira-o para os pés da cama e olha para a janela
5 – manda os lençóis para trás e senta-se a beira da cama
6 – levanta-se de repente e vai buscar um mala antiga, pousando-a na cama
7 – abre a mala
8 – Maria atira diversas coisas pessoais (roupa, chinelos, pasta de dentes, chapéu, etc.) apar dentro da mala
9 – mala cheia e aberta em cima da cama, Maria fecha a mala e pega nela

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Som directo

7

1 – Plano Lateral
2 – Primeiro Plano/Frontal
3 – Plano Fixo
4 – Plano Pormenor
5 – Plano Geral exterior

Lugar: Autocarro
Tempo: a meio da manhã
Acção: Maria está no autocarro em andamento partindo para Ericeira
1 – Maria está sentada a olhar para a janela a ouvir música
2 – Continuação da acção do plano anterior, noutra perspectiva (plano)
3 – vista da paisagem em movimento, através da janela do autocarro
4 – vista do interior do autocarro através das pegas
5 – Maria sai do autocarro com a mala e as portas fecham-se

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Som directo

8

1/2/3 - Plano Geral/Fixo


Lugar: Vila da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega ao seu destino, caminha pela vila até chegar a casa
1 – Maria caminha
2 – continua a caminhar, encontra um cão e pára para lhe fazer uma festa
3 – continuou o seu caminho passando junto a praia, parou para olhar o mar e depois continua

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Efeitos Sonoros
(cão a ladrar, pessoas a falar na rua, barulhos de rua)

9

1 – Plano Panorâmica Vertical do prédio
2 – Plano Geral/Fixo interior do prédio
3 – Plano Pormenor do tapete de entrada

Lugar: Prédio
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega a casa
1 - vista descendente do prédio onde Maria vai ficar, chegada da personagem a porta do prédio
2 – Maria vai subindo as escadas do prédio
3 – Maria pousa a mala, limpa os seus pés no tapete da entrada da casa, abre a porta, pega na mala e entra

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Som directo

10

1/2/3 – Plano Geral

Lugar: Casa da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria entra na sala de estar e observa como tudo está sujo
1 – entra na sala, pousa a mala, dirige-se a janela, abre-as e observa a vista
2 – de seguida começa a tirar os lençóis que envolvem a mobília, entrando e saindo da sala, põe as almofadas no sofá, varre o chão e limpa o pó dos móveis
3 – finalizada a tarefa senta-se no cadeirão cansada

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Música: “Taylor”
Autor: Jack Johnson

11

1 – Plano Pormenor

Lugar: -------------------
Tempo: fim da manhã
Acção: é mostrada um aplaca onde está escrita uma frase


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Som directo

12

1/2/3/5 – Plano Americano de Frente e de Perfil 
4 – Plano de Pormenor do caderno e mão


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 - Maria está sentada na esplanada a ler um livro. O empregado aproxima-se e traz-lhe um café
2 – Maria paga ao empregado, agradece o café e este sai de cena
3 – acaba de beber o café, pega num caderno e começa a escrever
 4 – é visível o que Maria está a escrever no  caderno
5 – acaba de escrever a acarta e deixa-a de baixo do café, arruma as coisas e vai se embora















Voz Off:
4 – “Nunca reparaste que há certas coisas que nós já vimos muitas vezes e que de vez em quando, é como se fosse a primeira? Nunca ficaste muito tempo a olhar para o mar? Eu já…” Maria

Som directo







13

1 – Plano Geral
2 – Plano Picado

Lugar: em frente a praia
Tempo: outro dia de manhã
Acção:
1 – Maria está sentada num banco em frente a praia
2 – vê-se o que Maria esta a desenhar no seu diário gráfico

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14

1 – Plano Pormenor
2 – Plano Americano Frontal
3 – Plano Pormenor da cara de Maria
4 – Plano Pormenor às mãos
5 – Plano Americano


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – Maria está de costas. Abre um livro de Vergílio Ferreira e lá dentro encontra uma fotografia dela com o namorado
2 – Maria está a ler e recebe uma carta do empregado
3 – lê a carta
4 – Maria escreve uma carta de resposta aquela que recebeu
5 –coloca a carta debaixo do café e coloca os óculos de sol

Voz Off:
3 – “Não há nada mais igual do que o mar ou o lume e a gente não se cansa de os ver ou ouvir. É preciso que se esteja disposto para achar a diferença nessa igualdade posso olhar o mar e não reparar nele porque já o vi, mas posso estar horas a olhar e não me cansar da sua monotomia. Qualquer que seja a razão que te tenha feito afastar

de tudo não significa que estejas só.” João

“Mesmo as coisas mais banais são diferentes se alguma coisa de importante se passou em nós. Hoje descobri a ironia de escrever por puro prazer e ser descoberta por alguém! O que um café pode despertar… Mas porque vieste?” Maria

15

1 – Plano Pormenor da mesa da esplanada
2 – Plano Americano
3/5/6  – Plano Travelling
4 – Plano Pormenor do livro e da carta

Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – são postos vários objectos durante vários dias diferentes em cima da mesa da esplanada para onde vai escrever
2 – Maria escreve as respostas
3 – No último dia sai de dentro do café e dirige-se para a esplanada, para a sua habitual mesa e senta-se
4 – vê-se o livro e a carta que recebeu
5 – Maria está a andar pelo paredão junto à praia e senta-se num banco observando o mar
6 – Maria está a andar nas rochas

Voz Off:
“Se é coisa mesmo importante tudo se transfigura em nós. Porque vim? Há coisas que é difícil dizerem-se, é preciso que tudo esteja de acordo e as tuas palavras despertaram algo em mim…” João

“Tudo pode estar de acordo a qualquer hora menos essa banalidade ridícula que é a morte quando chega sem aviso prévio. O mais triste é quando não só nos leva a nós como também uma parte de quem nos ama. Mas no entanto a morte é a única verdade perfeita.”Maria 

“Tudo é erro, há uma coisa que não o é e é disso que não se pode falar… Mas então o que seria a vida sem a morte? Olharíamos para o mar, para o lume, uma flor ou um pássaro nunca encontrando diferença na sua banalidade!” João

“A vida é a única coisa em que se pode acreditar. Mas a estupidez é nossa porque a vida tal como a conhecemos não devia ser verdade! Vivemos superficialmente! Julgamos os outros por não serem como nós e julgamo-nos a nós por não sermos como os outros. Não damos valor ao que realmente importa. Se isto é avida, não quero mais vivê-la assim….” Maria

“A mudança faz parte da vida e está sempre ao nosso alcance. Preferes desistir do que enfrentar a mudança? Está uma tarde cheia de sol, as águas brilham até ao limite do horizonte e agora mesmo um barco à vela passou pela estrada de lume. O ar está quente mas já reparaste como a brisa do mar quase não chega aqui? A vida é feita de pequenos nadas e eu continuo a pensar em ti….” João

“Tudo agora me parece diferente, mais belo talvez. Deve ser do olhos limpos com que te vejo hoje! Creio que vou viver agora mais intensamente. O céu está muito azul e o mar muito límpido. Incrível não é?” Maria

Som directo





































































Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap


16















17

1 – Plano Geral do mar















1 – Plano Americano
2 – Plano Panorâmico
3 – Plano Geral
4 – Plano Panorâmico Ascendente

Lugar: Ericeira
Tempo: à tarde
Acção: filmagem do mar a andar para trás













Lugar: Cemitério
Tempo: à tarde
Acção:
1 – vê-se uma campa e uma rapaz a aproximar-se, ajoelhando-se e colocando uma flor e uma carta
2 – vê-se o cemitério e o rapaz a chorar
3 – o rapaz anda em direcção à câmara triste fumando um cigarro
4 – vê-se as árvores do cemitério



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Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap












Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Curta Metragem 2013 - Resumo geral


“Uma esplanada sobre o mar”
Sinopse – Drama/ Suspense

Uma rapariga. Uma tragédia. E como a distância e o tempo podem mudar tudo.
Quando alguém pensa viver a vida ao máximo, aproveitando a juventude levada ao extremo, decide mudar de atitude e de vida, olhando para o mundo com novos olhos.
Decidida a encarar a fatalidade do destino, isola-se e descobre uma nova maneira de comunicar, encontrando a paz de espírito que procurava na escrita.
 Qual é a sensação de perder alguém?

Relatório Oficina de Multimédia
Curta-metragem NORTEncontra o teu – Resumo Geral

                Apresento agora em resumo o trabalho levado a cabo pelo nosso grupo de trabalho e segundo a minha perspectiva (Carolina Barbosa, Filipa Teixeira, Joana Teixeira e Madalena Monteiro) que possibilitou o projecto final curta-metragem “Norte- Encontra o teu” realizado no 3º período na disciplina de Oficina Multimédia, 2013.

CURTA-METRAGEM
Género: Drama/Suspense
- Escolhemos realizar a curta dentro deste género porque esta foi a maneira como entendemos o conto de Vergílio Ferreira, interpretando a sua mensagem de uma maneira profunda e transmitindo a nossa perspectiva;
- Baseado no conto “Uma esplanada sobre o mar” de Vergílio Ferreira
Duração: 16’ 55’’
Participação de: Madalena Horta e Duarte Laranjeira
Voz de: Filipa Oliveira, Bruno e Micá

                Proposta de Trabalho
                Foi-nos apresentado o conto de Vergílio Ferreira, “Uma esplanada sobre o mar” na qual reflectimos, tratando-se de um trabalho de grupo, reunimos para definir o nosso argumento. A partir do estudo da obra escrevemos o seguinte argumento:

Argumento
                A primeira cena passa-se no cemitério antes da introdução. Vêem-se as mãos de alguém que pousam uma flor/ ramo de flores numa campa, no entanto o espectador não sabe a quem pertencem as mãos e poderá pensar que se trata da campa de João, namorado de Maria.
                Posteriormente, inicia-se a introdução onde várias fotografias aparecem com o intuito de mostrar a vida de Maria e do seu “falecido” namorado, a infância de cada e as suas realidades recentes. Apresentamos a vida de Maria como sendo uma vida de excessos. Levamos o espectador a pensar que se encontra nesta situação para se consolar em relação à morte do namorado.
                Numa chegada a casa tardia, Maria, que foi sair, encontra a mãe inquieta à sua espera na sala. Esta chama-a e tem uma conversa seria com a filha chamando-a à atenção sobre a difícil fase que esta está a atravessar. Damos a entender que a mãe está a falar sobre a "morte" do seu namorado. Porém, a conversa que estas têm é relativa à doença da qual Maria sofre. No dia seguinte de manhã, pressionada por saber que lhe restam apenas 3 meses de vida e desorientada pelo rumo que leva, começa a pensar sobre a sua vida e de como há-de aproveita-la. Por isso, começa a arrumar várias coisas suas dentro de uma mala de viajem e vai-se embora de casa com o intuito de encontrar a sua paz interior.
                Abandona a família, os amigos, a vida social, a escola e especialmente o namorado (apesar do espectador não o saber – pensando que este se encontra morto), para que estes não sofram após a sua própria morte.
                Maria chega então a Vila da Ericeira. Sai do autocarro que a levou até lá e dirige-se para a sua casa de férias onde passou, juntamente com a sua família, férias durante a sua infância. Quando entra, vê como a casa está desarrumada e suja. Decide então limpar a sala.
                Nos dias seguintes à sua chegada, começa a encontrar na praia o que procurava. O barulho das ondas, a presença das gaivotas, a liberdade, a leitura, o encanto do pôr-do-sol, as noites primaveris, a pintura, a esplanada à beira-mar, a música… Serão estes os elementos cruciais para encontrar o seu equilíbrio e a aceitação perante a morte, sentindo-se livre e bem consigo mesma como nunca antes sentira.
                Nesta situação, Maria percebe que precisa de se libertar e começa a escrever cartas, na habitual esplanada onde costuma estar. Utiliza-as como um diário exprimindo os seus sentimentos, não na esperança de que as suas cartas fossem respondidas mas simplesmente tentando expulsar os seus “fantasmas”. Acaba por deixar a primeira carta debaixo do café, arruma as coisas e vai-se embora.
               No dia seguinte, voltando à esplanada do costume e sentando-se no seu lugar de preferência, acaba por receber do empregado uma carta anónima de resposta à sua – alguém terá encontrado a sua carta e respondido, dando a carta-resposta ao empregado para lhe entregar no dia seguinte.
                Espantada com o acontecimento, Maria acaba por responder também à carta do seu correspondente misterioso. Após alguns dias onde várias cartas são trocadas entre Maria e o anónimo, ela acaba por se despedir. Damos a entender aos espectadores que Maria se sente finalmente restabelecida e que se despede e agradece o apoio do “desconhecido” que a tem ajudado a ultrapassar o seu desgosto. Mas a realidade é que o correspondente não é um estranho como esta pensara, trata-se de João, o seu namorado que, não encontrando outra maneira de a apoiar (sendo que Maria se isolou propositadamente, desejando afastar-se do namorado e de todos), fê-lo nas cartas.
                Vê-se Maria a andar pelas rochas e essa é a última vez que se vê a personagem, é o seu final.

                Morre alguns dias depois. O espectador é enganado na medida em que pensa que João está morto desde o início da trama sendo confrontado com o final inesperado da morte de Maria. João tem estado sempre presente e a tragédia só se dá no final quando este aparece, pondo uma flor na campa da amada e a última carta que esta nunca chegou a ler
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Posteriormente, começámos por pensar no guião. Estudámos os planos e as suas potencialidades, que cenas acrescentar e segundo o nosso argumento, escrevemos o que gostaríamos de representar e como transmitir as nossas ideias. Decidimos que músicas e sons adoptar e até que diálogos introduzir. Para terminar o guião tivemos que nos encontrar várias vezes. As nossas principais preocupações


                Para iniciar as filmagens, tivemos que ter todo o plano estipulado e o trabalho de preparação organizado, até nos foi necessário uma lista de material a levar como:
-Máquina Fotográfica
- Tripé
- Elementos figurativos (roupa e acessórios)
- Etc.;

                As nossas principais preocupações incidiram na maneira mais correcta de fazer as coisas e organizar as coisas para que adquiríssemos a melhor experiência possível e para que nada faltasse tanto na altura das filmagens como na montagem e trabalho final. Também foi de elevada importância o estudo dos planos e as experiências que fizemos para que estes tivessem mais interesse e propósito e assim passarem a mensagem pretendida.
                Com a montagem da Curta aprofundámos os nossos conhecimentos acerca do Sony Vegas.

Êxitos e Frustrações

                Na minha opinião, o nosso grupo trabalhou muito bem a maior dificuldade foi a nível de coordenação porque apesar de sermos da mesma turma e amigas, temos muitas ocupações fora da escola e actividades extra curriculares, assim sendo tivemos que nos organizar muito bem para nos encontrarmos e desenvolver o trabalho juntas. No início também tivemos problemas em filmar as várias cenas que se desenvolveram no cemitério, que filmamos no cemitério de Benfica onde várias exigências eram requeridas. No entanto ultrapassamos bem a situação e vale-nos a experiência porque numa situação futura estaremos melhor preparadas para o enfrentar destas diversas situações. 

Deixo aqui o Trailer e o Sneack Peek oficial da nossa curta:







terça-feira, 12 de março de 2013

7º Relatório Oficina Multimédia


Na ultima Sexta-Feira 8 de Março de 2013 apresentamos o nosso trabalho final à turma e já o podemos publicar no blog, vejam em http://www.youtube.com/watch?v=PD7YVPvG_Z0

Resumo geral - STOPMOTION "ABRE OS OLHOS"

Apresento agora um resumo do trabalho levado a cabo pelo nosso grupo de trabalho (Carolina Barbosa, Francisco Freire e Joana Teixeira) que possibilitou o projecto final acima apresentado sendo que as informações necessárias já tenham sido publicadas em posts anteriores mas que aqui se encontram em modo resumo-conjunto:

                Inicialmente, após a criação do grupo de trabalho ocorreu a chuva de ideias habitual. Tivemos que consultar alguns vídeos e trabalhos cujo género é Stop Motion para que tivéssemos uma ideia de como iniciar o nosso projecto e para que pudéssemos aprender a potencializar a técnica que nos abria diversas portas/possibilidades. Chegámos rapidamente a vários consensos que desde cedo adoptamos: A sucessão de fotografias seria acompanhada por sons elucidativos que dessem expressividade e que fossem justificados tal como por uma música (que teria de ser escolhida - de acordo com o tema); A música presente no trabalho teria que ser cantada/ adaptada pelos elementos femininos do grupo e assim também esta vertente seria um trabalho nosso!; Teria que ser desenvolvida uma história que transmitisse uma mensagem - não muito óbvia nem muito complexa mas que fosse perceptível e em forma de "apelo"; Nós seriamos personagens no nosso próprio projecto para que o desafio ainda fosse maior - e fora de casa!;

                Depois destas possibilidades traçadas começamos a debater ideias e surgiu LISBOA... a nossa cidade. E se fosse a beleza de Lisboa o cenário do nosso trabalho? Concordamos que nada seria melhor do que se nos pudéssemos divertir e passear, explorando os sítios e as potencialidades fantásticas da nossa cidade.
                E foi assim que nasceu a ideia base - constatamos que os próprios lisboetas, principalmente os mais jovens (que felizmente não é o nosso caso) são os primeiros a desconhecer a nossa cidade e o que Lisboa nos pode oferecer. E porquê? Chegámos à conclusão de que era inevitável constatar que a maioria dos jovens da nossa idade "aproveita" (na nossa opinião o verbo seria - desperdiça) o seu tempo livre em casa, a jogar, a ver televisão ou no computador... não aproveitando o ar-livre, a paisagem, o exterior e o convívio. Foi assim que nasceu a personagem "tipo" que o Francisco representa: um rapaz que passa os seus dias em casa, a comer pizza e beber coca-cola (ou outro qualquer género de fast food), sentado no sofá todo o dia rodeado de aparelhos e jogos... em antítese com o que se passa em paralelo na nossa cidade, onde duas jovens se divertem fora de casa, onde aproveitam o ar-livre, o vento a bater-lhes na cara, o sol quente de inverno e todos esses pormenores que sabem tão bem e que são completamente desconhecidos por aqueles que não vivem a cidade... - a ideia parecia-nos sólida! E o apelo fundamental, era urgente abrir os olhos e mostrar o quanto perdiam!

                O planeamento foi a fase que se seguiu. Era preciso saber o que queríamos transmitir e como o fazer, onde ir - roteiro, que história traçar e que elementos introduzir assim como que material utilizar. Realizamo-lo e seguimo-lo. Na primeira visita conhecemos o trajecto e adaptamo-lo... a partir daí as cenas foram captadas e desenvolvidas sendo que a única frustração nesta primeira deslocação e no agendamento da seguinte foi o clima nem sempre favorável e apelativo ao passeio e à captação de fotografias ao ar-livre. E que se manteve chuvoso por alguns dias.
               Sem que a meteorologia nos estragasse os planos, ocorreram mais algumas idas aos sítios assinalados como Baixa de Lisboa, Terreiro do Paço, Miradouros como as Portas do Sol, Graça ou Castelo de S. Jorge em que existia a possibilidade de decorrerem as "cenas" anteriormente escolhidas e planeadas. Juntando a realidade e a mensagem pretendida com o imaginário e o fantástico das ilusões que podem ser criadas após a sequência de imagens, introduzimos situações desse género para que a composição não se tornasse monótona mas sim divertida e interessante. Consideramos um enorme êxito termos pegado numa ideia assim como ponto de partida, termos conseguido planificar as cenas e os passos seguintes a tomar para que nada corresse mal na altura de produzir a fotografia propriamente dita sendo que nos deu muito prazer e experiência explorar as potencialidades da técnica inerente as fotografias a nível de luz/contra-luz, enquadramento, exposição, fotografia de pormenor e respectivos cuidados que tivemos que ter. 
                Assim que, após algumas viagens aos sítios determinados e em destaque, finalizamos a captação de todas as imagens necessárias que catalogamos organizadamente numa pen unicamente de serviço ao trabalho a decorrer – a minha, planeámos as ultimas semanas de trabalho restantes até à entrega que teriam de ser inteiramente dedicadas a vários pontos que ainda não tinham sido abordados: a captação de imagem à personagem masculina, dentro de casa; as passagens entre cenas e como seriam conseguidas; apresentações/final; e com destaque – a música e a montagem (que já tinha vindo a ser iniciada) mas que só com todos os elementos anteriores ficaria concluída – o tempo escasseava.
                Numa fase final dedicamo-nos aos pormenores com êxito na forma como planeávamos o nosso trabalho, como nos divertíamos a faze-lo e até a montá-lo – as imagens foram concluídas incluindo passagens e esboços a aguarela que enriqueceram o trabalho de uma forma muito pessoal da nossa parte. Para o final só ficou a música e a montagem total (créditos e junção). Tínhamos nessa altura agendado uma visita ao estúdio Via Satélite para que eu e a Joana pudéssemos gravar a nossa interpretação cantada da música “Um contra o outro” do grupo musical Deolinda. A escolha da música justifica-se por esta sugerir uma mensagem muito semelhante aquela que queríamos transmitir desde o início. No momento em que nos apercebemos disso, acreditámos que a música assentasse como uma luva, para além de ser cantada em Português – um dos nossos principais critérios. Não nos arrependemos de a ter escolhido mesmo após a data da gravação agendada se avizinhar um problema: não encontrámos em nenhum sítio da internet a parte instrumental da música (sem a voz da Ana Bacalhau, a vocalista do grupo) para que pudéssemos gravar por cima e que permitisse o download livre. De facto, a única maneira de resolver o problema era fazendo download no único sítio da internet em que encontrámos somente o instrumental da música que, neste caso, não era gratuito: tratava-se de um site pago de karaoke.  
                Também este problema se tornou facilmente ultrapassável e a nossa experiência no estúdio não poderia ter sido mais enriquecedora. Na realidade, concordámos que foi a experiência mais completa que podíamos ter tido, a nossa tarde foi inteiramente passada no estudio e diversas gravações foram feitas até conseguir o nosso produto final. Apesar de cansativa, todos os membros do grupo adoraram a experiência.
                Com todas as imagens organizadas e se necessário, modificadas, a música concluída como uma faixa de som e alguns sons individuais encontrados - que foram acrescentados nos respectivos lugares - a montagem não representou qualquer problema nem embaraço para o nosso grupo. Realizamo-la no programa Sony Vegas e também esta última etapa foi sinónimo de aprendizagem, sendo o Sony Vegas um programa (desconhecido para nós)  com infinitas possibilidades de ser explorado, aprendemos a montar as imagens neste caso sequencialmente, a introduzir música ou combinar diversos sons com imagens e mesmo a introduzir separadores e fichas técnicas…
                Mais importante que a apresentação à turma que aconteceu na passada Sexta-feira, de termos conseguido acabar o trabalho a tempo na data limite ou de nos vir a ser atribuída uma nota respectiva ao nosso desempenho, foi a nossa aprendizagem e a experiência que qualquer uma destas etapas descritas nos proporcionou: tanto a nível de planeamento e estrutura dentro de um género completamente novo e desconhecido – a stopmotion, tal como perante a captação fotográfica que não dispensou diversos cuidados para que as fotografias possuíssem características técnicas a salientar, gravação de som num estúdio especializado ou mesmo a montagem e a produção de um vídeo sumário de imagem, música e som.