Projecto Artístico – Resumo geral
Proposta de Trabalho
Inicialmente
foi-nos pedido que, a partir de umas imagens apresentadas à turma,
escrevêssemos espontânea e rapidamente sobre aquilo que tal fotografia
artística nos fazia lembrar, explorando o seu significado no nosso íntimo.
Fazendo não só uma reflexão acerca de determinado tema mas também procurando a
expressão através da escrita. Pessoalmente, tal tarefa não significou qualquer
tipo de constrangimento ou dificuldade, sendo que em poucos minutos escrevi um
poema para cada imagem abordando o tema que esta me suscitou tentando ser o
mais espontânea possível.
Penso
que não só as imagens nos transmitiram alguma ideia. O interessante foi que nós
próprios ao vê-las pensámos ver nelas aquilo que vemos em nós, ou seja, penso
que vi nas imagens não só o que elas à primeira vista me transmitiam como o que
se passava dentro de mim.
Início do Trabalho – Descoberta do tema
Como
o primeiro passo já estava dado, tentei focar-me somente no que tinha escrito e
explorar o que de comum existia entre todos os meus poemas ou talvez nalgum
tema que na minha perspectiva se sobrepunha aos restantes. No entanto,
encontrei facilmente um tema que ligaria todos os poemas e que assim sendo, significaria
algo no qual tinha andado a pensar e sobre o qual me queria exprimir, tinha a
ver com o Corpo, a natureza, a
multiplicidade do ser, a diferença entre seres e a sua proximidade, o
movimento, a procura e a descoberta.
Foi segundo estas bases que desenvolvi o meu projecto.
Desenvolvimento do trabalho
A
partir do momento em que encontrei o tema no qual queria desenvolver o meu
trabalho, surgiram várias questões: Como
transmitir as minhas ideias? Como explorar e aprofundar o tema? Como dirigir e
organizar o trabalho? E qual seria o trabalho final tanto físico como
audiovisual? Perante a minha fixação por árvores que são um elemento
natural pelo qual me sinto fascinada, não só pela sua eventual beleza mas
também pela sua função e “ser”, decidi que seria a partir do formato “árvore-ser” que queria desenrolar o
trabalho não só por ser um elemento representativo da natureza mas também por
já ter sido um tema abordado em trabalhos anteriores realizados por mim, este
ano e até por conhecer a minha ansiedade secreta em abordar o elemento (Quero –
1º período). A ideia geral surgiu na tentativa de juntar a Natureza – a árvore e o Homem
– o corpo e dentro do homem/ser/corpo,
a minha singular existência como mulher/ser/corpo e multiplicidade tentando
transmitir no objecto a diferença entre seres e também a sua proximidade, o
movimento e a procura e descoberta! Imaginei tal junção como uma árvore que
concebi em escultura. Um árvore que, não sendo comum, se transformava em corpo!
Assim
sendo, tinha encontrado o meu propósito e decidi fazer uma escultura, imaginei
uma árvore feita com partes do corpo, sendo que as mãos pudessem ser raízes,
braços e pernas ramos e um tronco humano, o tronco da árvore. Fundamentalmente
partes do meu corpo para que transmitisse algo pessoal mas também com braços e
pernas de pessoas próximas de mim porque nenhuma árvore é igual, nem mesmo os
seus membros o são e muito menos as pessoas cujo corpo moldou a minha
escultura! Assim foi dado o sentido da multiplicidade do meu ser com todas as
minhas ambições e particularidades. E da mesma maneira a diferença entre todas
as pessoas e mesmo apesar disso, a sua proximidade (e neste caso a proximidade
comigo).
A
escolha de material para começar a conceber o trabalho já não foi tão fácil
como a quantidade de ideias que me invadiram. Lembrei-me porém que precisava de
algo que moldasse o corpo e que pudesse ser retirado facilmente dele acabando
suficientemente rijo para que mantivesse a forma. Escolhi um material não
regulamentar ou seja, com o qual nunca havia trabalhado e que não se encontra
dentro dos materiais recomendados para conceder uma escultura – utilizei papel
aderente (de sandes) e fita-cola para conceber braços, pernas, mãos, o meu
tronco e até a minha cabeça.
O processo era o seguinte: Revestia o braço, a perna ou qualquer parte do corpo pretendida com papel aderente que automaticamente se moldava ao membro onde se enrolava, com diversas camadas até que ficasse rijo passava por fim várias camadas de fita-cola. Quando estava rijo o suficiente fazia um corte longitudinal até que a pessoa conseguisse retirar o seu corpo de dentro do molde. Apesar de trabalhoso, o processo era eficaz e o molde transmitia exactamente a forma do corpo sendo possível no final distinguir até a quem pertencia cada perna ou braço! O material em si, plástico apesar de ao início me parecer desenquadrado foi aos poucos e poucos seduzindo quem por ele passava na medida em que produzia brilhos e ramificações interessantes. Foi assim que decidi manter o material à vista não o camuflando e aceitando a sua potencialidade. No caso da minha cabeça, os cuidados foram redobrados para futuras referências: é necessário que se coloque se possível uma touca de natação ou algo que proteja a cabeça e o cabelo! Só assim se pode começar a envolver a mesma com papel aderente não esquecendo de fazer buracos no nariz para que se possa continuar a respirar normalmente, tal especificidade é importantíssima, de outro modo a pessoa pode ter dificuldade em respirar!
O processo era o seguinte: Revestia o braço, a perna ou qualquer parte do corpo pretendida com papel aderente que automaticamente se moldava ao membro onde se enrolava, com diversas camadas até que ficasse rijo passava por fim várias camadas de fita-cola. Quando estava rijo o suficiente fazia um corte longitudinal até que a pessoa conseguisse retirar o seu corpo de dentro do molde. Apesar de trabalhoso, o processo era eficaz e o molde transmitia exactamente a forma do corpo sendo possível no final distinguir até a quem pertencia cada perna ou braço! O material em si, plástico apesar de ao início me parecer desenquadrado foi aos poucos e poucos seduzindo quem por ele passava na medida em que produzia brilhos e ramificações interessantes. Foi assim que decidi manter o material à vista não o camuflando e aceitando a sua potencialidade. No caso da minha cabeça, os cuidados foram redobrados para futuras referências: é necessário que se coloque se possível uma touca de natação ou algo que proteja a cabeça e o cabelo! Só assim se pode começar a envolver a mesma com papel aderente não esquecendo de fazer buracos no nariz para que se possa continuar a respirar normalmente, tal especificidade é importantíssima, de outro modo a pessoa pode ter dificuldade em respirar!
Apresentação Audiovisual
Depois
de ter concebido a escultura em si, com todas as suas partes – vários braços,
pernas, mãos, o meu tronco e a minha cabeça foquei-me na minha apresentação
audiovisual.
Pensei que nela teria que incluir não só o meu Corpo-Natureza mas também as bases/tema
nas quais assentei a minha escultura e assim transmitir as minhas ideias. Mas como?
Decidi não montar assim a minha escultura final antes de
poder gravar as suas partes constituintes. Dirigi-me para a natureza e esperei que ela me pudesse
inspirar. E fê-lo. Introduzi os meus “pedaços” de corpos em diversos ramos para
que se infiltrassem na natureza, gostei do resultado e esperei que o vento os
abanasse com o seu poder para que pudesse filma-los ao vento, parecendo assim
ramos e folhas ao vento e ao mesmo tempo, o movimento do corpo humano. Adorei
fazê-lo.
Para além do contacto com a natureza, também me quis sentir uma árvore e expressar-me segundo o que a natureza me transmitia. Assim lembrei-me das sombras que os ramos de árvore criavam e decidi transformar-me numa dessas sombras, foi preciso uma sala vazia e às escuras, um lençol branco e uma luz não natural para criar a minha sombra. Mexi-me ao ritmo e balancei os braços e pernas como se de uma árvore me tratasse, foi uma boa experiência e o produto final traduziu-se na junção do meu ser, a natureza e o movimento o que correu bem. Realizei um vídeo no Sony Vegas o que me proporcionou um conhecimento mais profundo acerca do programa juntando captação de vídeo onde apareço, onde retracto a natureza e a presença nela (vídeo), fotografia e áudio, tanto um instrumental de fundo como a minha voz.
Para além do contacto com a natureza, também me quis sentir uma árvore e expressar-me segundo o que a natureza me transmitia. Assim lembrei-me das sombras que os ramos de árvore criavam e decidi transformar-me numa dessas sombras, foi preciso uma sala vazia e às escuras, um lençol branco e uma luz não natural para criar a minha sombra. Mexi-me ao ritmo e balancei os braços e pernas como se de uma árvore me tratasse, foi uma boa experiência e o produto final traduziu-se na junção do meu ser, a natureza e o movimento o que correu bem. Realizei um vídeo no Sony Vegas o que me proporcionou um conhecimento mais profundo acerca do programa juntando captação de vídeo onde apareço, onde retracto a natureza e a presença nela (vídeo), fotografia e áudio, tanto um instrumental de fundo como a minha voz.
Trabalho Final – êxitos e frustrações
O
trabalho final que apresentei, baseado no projecto idealizado por mim que se
desenvolveu ao longo do 3º período consistiu na escultura de uma “árvore-ser”.
Ao longo do processo deparei-me com diversos problemas, inicialmente na escolha
do material e depois sobretudo na construção da escultura em si pelo facto do
corpo (tronco da árvore) não suportar eficazmente o peso dos ramos – Pernas,
braços.
Uma frustração que encontrei foi a nível audiovisual quando o meu vídeo se reproduziu mais escuro do que esperava, em relação às sombras onde estou a dançar. Porém, o trabalho final esteve dentro das minhas expectativas e cumpriu
o meu projecto e plano de trabalho.
Sem comentários:
Enviar um comentário