Cena
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Planos/Imagem
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Lugar/Tempo/Acção
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Diálogos/Comentários
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Música/Som/Efeitos Sonoros
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1
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Plano Pormenor
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Lugar: Cemitério
Tempo: a meio da tarde
Acção: uma mão coloca uma flor numa campa, não se percebendo de quem é e quem foi a pessoa que morreu recentemente
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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard
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2
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Introdução:Plano de Pormenor; Fotografias
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Lugar: Quarto de Maria
Tempo: ------------
Acção: são mostradas várias fotografias dos actores juntos e também de quando eram pequenos, dando a entender que é alguém que as está a ver enquanto anda
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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard
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3
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1 - Plano Geral da sala
2 - Plano Pormenor da chávena
3 - Plano Pormenor da acção
4 - Plano Pormenor da boca da mãe
5 - Plano da mãe vista de cima
6 – Plano Pormenor da mão impaciente
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Lugar: Casa da Maria – sala de estar
Tempo: de madrugada
Acção: mãe de Maria espera, por ela ansiosamente na sala;
1 – mãe de costas a ler revista
2 – mãe levanta a chávena
3 – mãe a beber chá
4 – vista da boca da mãe
5 – mãe vê as horas no relógio de pulso
6 – mãe bate o dedo impacientemente na mesa
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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard
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4
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1 - Plano Pormenor da chave na porta
2 - Plano Geral do hall da casa
3 – Plano Geral da sala – mãe de costas
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Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Chegada a casa após noitada, alterada;
1 – coloca chave na porta
2 – Maria abre a porta e entra em casa, deixa cair a chave e dirige-se para o seu quarto, mas antes de chegar ao corredor é surpreendida pela mãe que a espera na sala e a chama
3 – mãe esta sentada num sofá, de costas, quando chama a filha
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Diálogo:
3 - Mãe: “Maria, chega aqui por favor!”
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Som directo
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5
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1 – Plano Travelling de aproximação
2 – Plano Geral da sala
3 – Plano Geral da sala
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Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Maria dirige-se para a sala, recostando-se no sofá
1 – caminho de Maria até a sala/sofá
2 – Maria está deitada no sofá com os pés por cima da almofada e é repreendida pela mãe; diálogo entre mãe e Maria
3 – Maria levanta-se do sofá, beija a mãe na testa e vai para o quarto
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Diálogo:
2 – Mãe: “ Tira os pés do sofá Maria! Até parece que não sabes como as coisas funcionam cá em casa. Já te disse que não podes chegar tão tarde… Já viste as horas? E o estado em que estás? É perigoso, o mundo está virado ao contrário!”
Maria: “Sim, de facto, o mundo está virado ao contrário!”
Mãe: “Filha…. Eu sei que custa, é difícil para ti tal como é para todos. Por favor não desistas, tens de ser forte.”
Maria: “Boa noite mãe.”
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Som directo
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6
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½ - Plano Geral do quarto
3 – Plano de costas
4/5/6 – Plano Geral do quarto
7 – Plano Pormenor da mala
8 – Plano Pormenor dentro da mala
9 – Plano Picado
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Lugar: Casa da Maria – quarto de Maria
Tempo: de manhã
Acção: Maria está deitadana cama a pensar
1 – movimentos sucessivos na cama
2 – Maria senta-se e recosta, pega num livro e lê
3 – Maria a ler
4 - fecha o livro, atira-o para os pés da cama e olha para a janela
5 – manda os lençóis para trás e senta-se a beira da cama
6 – levanta-se de repente e vai buscar um mala antiga, pousando-a na cama
7 – abre a mala
8 – Maria atira diversas coisas pessoais (roupa, chinelos, pasta de dentes, chapéu, etc.) apar dentro da mala
9 – mala cheia e aberta em cima da cama, Maria fecha a mala e pega nela
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Som directo
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7
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1 – Plano Lateral
2 – Primeiro Plano/Frontal
3 – Plano Fixo
4 – Plano Pormenor
5 – Plano Geral exterior
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Lugar: Autocarro
Tempo: a meio da manhã
Acção: Maria está no autocarro em andamento partindo para Ericeira
1 – Maria está sentada a olhar para a janela a ouvir música
2 – Continuação da acção do plano anterior, noutra perspectiva (plano)
3 – vista da paisagem em movimento, através da janela do autocarro
4 – vista do interior do autocarro através das pegas
5 – Maria sai do autocarro com a mala e as portas fecham-se
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Som directo
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8
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1/2/3 - Plano Geral/Fixo
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Lugar: Vila da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega ao seu destino, caminha pela vila até chegar a casa
1 – Maria caminha
2 – continua a caminhar, encontra um cão e pára para lhe fazer uma festa
3 – continuou o seu caminho passando junto a praia, parou para olhar o mar e depois continua
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Efeitos Sonoros
(cão a ladrar, pessoas a falar na rua, barulhos de rua)
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9
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1 – Plano Panorâmica Vertical do prédio
2 – Plano Geral/Fixo interior do prédio
3 – Plano Pormenor do tapete de entrada
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Lugar: Prédio
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega a casa
1 - vista descendente do prédio onde Maria vai ficar, chegada da personagem a porta do prédio
2 – Maria vai subindo as escadas do prédio
3 – Maria pousa a mala, limpa os seus pés no tapete da entrada da casa, abre a porta, pega na mala e entra
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Som directo
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10
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1/2/3 – Plano Geral
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Lugar: Casa da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria entra na sala de estar e observa como tudo está sujo
1 – entra na sala, pousa a mala, dirige-se a janela, abre-as e observa a vista
2 – de seguida começa a tirar os lençóis que envolvem a mobília, entrando e saindo da sala, põe as almofadas no sofá, varre o chão e limpa o pó dos móveis
3 – finalizada a tarefa senta-se no cadeirão cansada
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Música: “Taylor”
Autor: Jack Johnson
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11
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1 – Plano Pormenor
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Lugar: -------------------
Tempo: fim da manhã
Acção: é mostrada um aplaca onde está escrita uma frase
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Som directo
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12
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1/2/3/5 – Plano Americano de Frente e de Perfil
4 – Plano de Pormenor do caderno e mão
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Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 - Maria está sentada na esplanada a ler um livro. O empregado aproxima-se e traz-lhe um café
2 – Maria paga ao empregado, agradece o café e este sai de cena
3 – acaba de beber o café, pega num caderno e começa a escrever
5 – acaba de escrever a acarta e deixa-a de baixo do café, arruma as coisas e vai se embora
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Voz Off:
4 – “Nunca reparaste que há certas coisas que nós já vimos muitas vezes e que de vez em quando, é como se fosse a primeira? Nunca ficaste muito tempo a olhar para o mar? Eu já…” Maria
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Som directo
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13
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1 – Plano Geral
2 – Plano Picado
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Lugar: em frente a praia
Tempo: outro dia de manhã
Acção:
1 – Maria está sentada num banco em frente a praia
2 – vê-se o que Maria esta a desenhar no seu diário gráfico
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14
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1 – Plano Pormenor
2 – Plano Americano Frontal
3 – Plano Pormenor da cara de Maria
4 – Plano Pormenor às mãos
5 – Plano Americano
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Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – Maria está de costas. Abre um livro de Vergílio Ferreira e lá dentro encontra uma fotografia dela com o namorado
2 – Maria está a ler e recebe uma carta do empregado
3 – lê a carta
4 – Maria escreve uma carta de resposta aquela que recebeu
5 –coloca a carta debaixo do café e coloca os óculos de sol
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Voz Off:
3 – “Não há nada mais igual do que o mar ou o lume e a gente não se cansa de os ver ou ouvir. É preciso que se esteja disposto para achar a diferença nessa igualdade posso olhar o mar e não reparar nele porque já o vi, mas posso estar horas a olhar e não me cansar da sua monotomia. Qualquer que seja a razão que te tenha feito afastar
de tudo não significa que estejas só.” João
“Mesmo as coisas mais banais são diferentes se alguma coisa de importante se passou em nós. Hoje descobri a ironia de escrever por puro prazer e ser descoberta por alguém! O que um café pode despertar… Mas porque vieste?” Maria
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15
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1 – Plano Pormenor da mesa da esplanada
2 – Plano Americano
3/5/6 – Plano Travelling
4 – Plano Pormenor do livro e da carta
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Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – são postos vários objectos durante vários dias diferentes em cima da mesa da esplanada para onde vai escrever
2 – Maria escreve as respostas
3 – No último dia sai de dentro do café e dirige-se para a esplanada, para a sua habitual mesa e senta-se
4 – vê-se o livro e a carta que recebeu
5 – Maria está a andar pelo paredão junto à praia e senta-se num banco observando o mar
6 – Maria está a andar nas rochas
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Voz Off:
“Se é coisa mesmo importante tudo se transfigura em nós. Porque vim? Há coisas que é difícil dizerem-se, é preciso que tudo esteja de acordo e as tuas palavras despertaram algo em mim…” João
“Tudo pode estar de acordo a qualquer hora menos essa banalidade ridícula que é a morte quando chega sem aviso prévio. O mais triste é quando não só nos leva a nós como também uma parte de quem nos ama. Mas no entanto a morte é a única verdade perfeita.”Maria
“Tudo é erro, há uma coisa que não o é e é disso que não se pode falar… Mas então o que seria a vida sem a morte? Olharíamos para o mar, para o lume, uma flor ou um pássaro nunca encontrando diferença na sua banalidade!” João
“A vida é a única coisa em que se pode acreditar. Mas a estupidez é nossa porque a vida tal como a conhecemos não devia ser verdade! Vivemos superficialmente! Julgamos os outros por não serem como nós e julgamo-nos a nós por não sermos como os outros. Não damos valor ao que realmente importa. Se isto é avida, não quero mais vivê-la assim….” Maria
“A mudança faz parte da vida e está sempre ao nosso alcance. Preferes desistir do que enfrentar a mudança? Está uma tarde cheia de sol, as águas brilham até ao limite do horizonte e agora mesmo um barco à vela passou pela estrada de lume. O ar está quente mas já reparaste como a brisa do mar quase não chega aqui? A vida é feita de pequenos nadas e eu continuo a pensar em ti….” João
“Tudo agora me parece diferente, mais belo talvez. Deve ser do olhos limpos com que te vejo hoje! Creio que vou viver agora mais intensamente. O céu está muito azul e o mar muito límpido. Incrível não é?” Maria
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Som directo
Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap
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16
17
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1 – Plano Geral do mar
1 – Plano Americano
2 – Plano Panorâmico
3 – Plano Geral
4 – Plano Panorâmico Ascendente
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Lugar: Ericeira
Tempo: à tarde
Acção: filmagem do mar a andar para trás
Lugar: Cemitério
Tempo: à tarde
Acção:
1 – vê-se uma campa e uma rapaz a aproximar-se, ajoelhando-se e colocando uma flor e uma carta
2 – vê-se o cemitério e o rapaz a chorar
3 – o rapaz anda em direcção à câmara triste fumando um cigarro
4 – vê-se as árvores do cemitério
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Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap
Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap
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