“Uma esplanada sobre o mar”
Sinopse – Drama/ Suspense
Uma rapariga. Uma tragédia. E
como a distância e o tempo podem mudar tudo.
Quando alguém pensa viver a
vida ao máximo, aproveitando a juventude levada ao extremo, decide mudar de
atitude e de vida, olhando para o mundo com novos olhos.
Decidida a encarar a
fatalidade do destino, isola-se e descobre uma nova maneira de comunicar,
encontrando a paz de espírito que procurava na escrita.
Qual é a sensação de perder alguém?
Relatório Oficina de Multimédia
Curta-metragem NORTEncontra o teu
– Resumo Geral
Apresento
agora em resumo o trabalho levado a cabo pelo nosso grupo de trabalho e segundo
a minha perspectiva (Carolina Barbosa, Filipa Teixeira, Joana Teixeira e
Madalena Monteiro) que possibilitou o projecto final curta-metragem “Norte-
Encontra o teu” realizado no 3º período na disciplina de Oficina Multimédia,
2013.
CURTA-METRAGEM
Género: Drama/Suspense
- Escolhemos realizar a curta dentro deste género porque esta
foi a maneira como entendemos o conto de Vergílio Ferreira, interpretando a sua
mensagem de uma maneira profunda e transmitindo a nossa perspectiva;
- Baseado no conto “Uma esplanada sobre o mar” de
Vergílio Ferreira
Duração: 16’ 55’’
Participação de: Madalena Horta e Duarte Laranjeira
Voz de: Filipa Oliveira, Bruno e Micá
Voz de: Filipa Oliveira, Bruno e Micá
Proposta de Trabalho
Foi-nos
apresentado o conto de Vergílio Ferreira, “Uma esplanada sobre o mar” na qual
reflectimos, tratando-se de um trabalho de grupo, reunimos para definir o nosso
argumento. A partir do estudo da obra escrevemos o seguinte argumento:
Argumento
A primeira cena passa-se no
cemitério antes da introdução. Vêem-se as mãos de alguém que pousam uma flor/
ramo de flores numa campa, no entanto o espectador não sabe a quem pertencem as
mãos e poderá pensar que se trata da campa de João, namorado de Maria.
Posteriormente, inicia-se a introdução onde várias fotografias aparecem
com o intuito de mostrar a vida de Maria e do seu “falecido” namorado, a
infância de cada e as suas realidades recentes. Apresentamos a vida de Maria
como sendo uma vida de excessos. Levamos o espectador a pensar que se encontra
nesta situação para se consolar em relação à morte do namorado.
Numa chegada a casa tardia, Maria, que foi sair, encontra a mãe inquieta
à sua espera na sala. Esta chama-a e tem uma conversa seria com a filha
chamando-a à atenção sobre a difícil fase que esta está a atravessar. Damos a
entender que a mãe está a falar sobre a "morte" do seu namorado.
Porém, a conversa que estas têm é relativa à doença da qual Maria sofre. No dia
seguinte de manhã, pressionada por saber que lhe restam apenas 3 meses de vida
e desorientada pelo rumo que leva, começa a pensar sobre a sua vida e de como
há-de aproveita-la. Por isso, começa a arrumar várias coisas suas dentro de uma
mala de viajem e vai-se embora de casa com o intuito de encontrar a sua paz
interior.
Abandona a família, os amigos, a vida social, a escola e especialmente o
namorado (apesar do espectador não o saber – pensando que este se encontra
morto), para que estes não sofram após a sua própria morte.
Maria chega então a Vila da Ericeira. Sai do autocarro que a levou até
lá e dirige-se para a sua casa de férias onde passou, juntamente com a sua
família, férias durante a sua infância. Quando entra, vê como a casa está
desarrumada e suja. Decide então limpar a sala.
Nos
dias seguintes à sua chegada, começa a encontrar na praia o que procurava. O
barulho das ondas, a presença das gaivotas, a liberdade, a leitura, o encanto
do pôr-do-sol, as noites primaveris, a pintura, a esplanada à beira-mar, a
música… Serão estes os elementos cruciais para encontrar o seu equilíbrio e a
aceitação perante a morte, sentindo-se livre e bem consigo mesma como nunca
antes sentira.
Nesta situação, Maria percebe que precisa de se libertar e começa a
escrever cartas, na habitual esplanada onde costuma estar. Utiliza-as como um
diário exprimindo os seus sentimentos, não na esperança de que as suas cartas
fossem respondidas mas simplesmente tentando expulsar os seus “fantasmas”.
Acaba por deixar a primeira carta debaixo do café, arruma as coisas e vai-se
embora.
No
dia seguinte, voltando à esplanada do costume e sentando-se no seu lugar de
preferência, acaba por receber do empregado uma carta anónima de resposta à sua
– alguém terá encontrado a sua carta e respondido, dando a carta-resposta ao
empregado para lhe entregar no dia seguinte.
Espantada com o acontecimento, Maria acaba por responder também à carta
do seu correspondente misterioso. Após alguns dias onde várias cartas são
trocadas entre Maria e o anónimo, ela acaba por se despedir. Damos a entender
aos espectadores que Maria se sente finalmente restabelecida e que se despede e
agradece o apoio do “desconhecido” que a tem ajudado a ultrapassar o seu
desgosto. Mas a realidade é que o correspondente não é um estranho como esta
pensara, trata-se de João, o seu namorado que, não encontrando outra maneira de
a apoiar (sendo que Maria se isolou propositadamente, desejando afastar-se do
namorado e de todos), fê-lo nas cartas.
Vê-se Maria a andar pelas rochas e essa é a última vez que se vê a
personagem, é o seu final.
Morre alguns dias depois. O espectador é enganado na medida em que pensa
que João está morto desde o início da trama sendo confrontado com o final
inesperado da morte de Maria. João tem estado sempre presente e a tragédia só
se dá no final quando este aparece, pondo uma flor na campa da amada e a última
carta que esta nunca chegou a ler
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Posteriormente, começámos por
pensar no guião. Estudámos os planos e as suas potencialidades, que cenas
acrescentar e segundo o nosso argumento, escrevemos o que gostaríamos de
representar e como transmitir as nossas ideias. Decidimos que músicas e sons
adoptar e até que diálogos introduzir. Para terminar o guião tivemos que nos
encontrar várias vezes. As nossas principais preocupações
Para
iniciar as filmagens, tivemos que ter todo o plano estipulado e o trabalho de
preparação organizado, até nos foi necessário uma lista de material a levar
como:
-Máquina Fotográfica
- Tripé
-Máquina Fotográfica
- Tripé
- Elementos figurativos (roupa e acessórios)
- Etc.;
- Etc.;
As
nossas principais preocupações incidiram na maneira mais correcta de fazer as
coisas e organizar as coisas para que adquiríssemos a melhor experiência
possível e para que nada faltasse tanto na altura das filmagens como na
montagem e trabalho final. Também foi de elevada importância o estudo dos
planos e as experiências que fizemos para que estes tivessem mais interesse e
propósito e assim passarem a mensagem pretendida.
Com
a montagem da Curta aprofundámos os nossos conhecimentos acerca do Sony Vegas.
Êxitos e
Frustrações
Na
minha opinião, o nosso grupo trabalhou muito bem a maior dificuldade foi a
nível de coordenação porque apesar de sermos da mesma turma e amigas, temos
muitas ocupações fora da escola e actividades extra curriculares, assim sendo
tivemos que nos organizar muito bem para nos encontrarmos e desenvolver o
trabalho juntas. No início também tivemos problemas em filmar as várias cenas
que se desenvolveram no cemitério, que filmamos no cemitério de Benfica onde
várias exigências eram requeridas. No entanto ultrapassamos bem a situação e
vale-nos a experiência porque numa situação futura estaremos melhor preparadas
para o enfrentar destas diversas situações.
Deixo aqui o Trailer e o Sneack Peek oficial da nossa curta:

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