terça-feira, 12 de março de 2013

7º Relatório Oficina Multimédia


Na ultima Sexta-Feira 8 de Março de 2013 apresentamos o nosso trabalho final à turma e já o podemos publicar no blog, vejam em http://www.youtube.com/watch?v=PD7YVPvG_Z0

Resumo geral - STOPMOTION "ABRE OS OLHOS"

Apresento agora um resumo do trabalho levado a cabo pelo nosso grupo de trabalho (Carolina Barbosa, Francisco Freire e Joana Teixeira) que possibilitou o projecto final acima apresentado sendo que as informações necessárias já tenham sido publicadas em posts anteriores mas que aqui se encontram em modo resumo-conjunto:

                Inicialmente, após a criação do grupo de trabalho ocorreu a chuva de ideias habitual. Tivemos que consultar alguns vídeos e trabalhos cujo género é Stop Motion para que tivéssemos uma ideia de como iniciar o nosso projecto e para que pudéssemos aprender a potencializar a técnica que nos abria diversas portas/possibilidades. Chegámos rapidamente a vários consensos que desde cedo adoptamos: A sucessão de fotografias seria acompanhada por sons elucidativos que dessem expressividade e que fossem justificados tal como por uma música (que teria de ser escolhida - de acordo com o tema); A música presente no trabalho teria que ser cantada/ adaptada pelos elementos femininos do grupo e assim também esta vertente seria um trabalho nosso!; Teria que ser desenvolvida uma história que transmitisse uma mensagem - não muito óbvia nem muito complexa mas que fosse perceptível e em forma de "apelo"; Nós seriamos personagens no nosso próprio projecto para que o desafio ainda fosse maior - e fora de casa!;

                Depois destas possibilidades traçadas começamos a debater ideias e surgiu LISBOA... a nossa cidade. E se fosse a beleza de Lisboa o cenário do nosso trabalho? Concordamos que nada seria melhor do que se nos pudéssemos divertir e passear, explorando os sítios e as potencialidades fantásticas da nossa cidade.
                E foi assim que nasceu a ideia base - constatamos que os próprios lisboetas, principalmente os mais jovens (que felizmente não é o nosso caso) são os primeiros a desconhecer a nossa cidade e o que Lisboa nos pode oferecer. E porquê? Chegámos à conclusão de que era inevitável constatar que a maioria dos jovens da nossa idade "aproveita" (na nossa opinião o verbo seria - desperdiça) o seu tempo livre em casa, a jogar, a ver televisão ou no computador... não aproveitando o ar-livre, a paisagem, o exterior e o convívio. Foi assim que nasceu a personagem "tipo" que o Francisco representa: um rapaz que passa os seus dias em casa, a comer pizza e beber coca-cola (ou outro qualquer género de fast food), sentado no sofá todo o dia rodeado de aparelhos e jogos... em antítese com o que se passa em paralelo na nossa cidade, onde duas jovens se divertem fora de casa, onde aproveitam o ar-livre, o vento a bater-lhes na cara, o sol quente de inverno e todos esses pormenores que sabem tão bem e que são completamente desconhecidos por aqueles que não vivem a cidade... - a ideia parecia-nos sólida! E o apelo fundamental, era urgente abrir os olhos e mostrar o quanto perdiam!

                O planeamento foi a fase que se seguiu. Era preciso saber o que queríamos transmitir e como o fazer, onde ir - roteiro, que história traçar e que elementos introduzir assim como que material utilizar. Realizamo-lo e seguimo-lo. Na primeira visita conhecemos o trajecto e adaptamo-lo... a partir daí as cenas foram captadas e desenvolvidas sendo que a única frustração nesta primeira deslocação e no agendamento da seguinte foi o clima nem sempre favorável e apelativo ao passeio e à captação de fotografias ao ar-livre. E que se manteve chuvoso por alguns dias.
               Sem que a meteorologia nos estragasse os planos, ocorreram mais algumas idas aos sítios assinalados como Baixa de Lisboa, Terreiro do Paço, Miradouros como as Portas do Sol, Graça ou Castelo de S. Jorge em que existia a possibilidade de decorrerem as "cenas" anteriormente escolhidas e planeadas. Juntando a realidade e a mensagem pretendida com o imaginário e o fantástico das ilusões que podem ser criadas após a sequência de imagens, introduzimos situações desse género para que a composição não se tornasse monótona mas sim divertida e interessante. Consideramos um enorme êxito termos pegado numa ideia assim como ponto de partida, termos conseguido planificar as cenas e os passos seguintes a tomar para que nada corresse mal na altura de produzir a fotografia propriamente dita sendo que nos deu muito prazer e experiência explorar as potencialidades da técnica inerente as fotografias a nível de luz/contra-luz, enquadramento, exposição, fotografia de pormenor e respectivos cuidados que tivemos que ter. 
                Assim que, após algumas viagens aos sítios determinados e em destaque, finalizamos a captação de todas as imagens necessárias que catalogamos organizadamente numa pen unicamente de serviço ao trabalho a decorrer – a minha, planeámos as ultimas semanas de trabalho restantes até à entrega que teriam de ser inteiramente dedicadas a vários pontos que ainda não tinham sido abordados: a captação de imagem à personagem masculina, dentro de casa; as passagens entre cenas e como seriam conseguidas; apresentações/final; e com destaque – a música e a montagem (que já tinha vindo a ser iniciada) mas que só com todos os elementos anteriores ficaria concluída – o tempo escasseava.
                Numa fase final dedicamo-nos aos pormenores com êxito na forma como planeávamos o nosso trabalho, como nos divertíamos a faze-lo e até a montá-lo – as imagens foram concluídas incluindo passagens e esboços a aguarela que enriqueceram o trabalho de uma forma muito pessoal da nossa parte. Para o final só ficou a música e a montagem total (créditos e junção). Tínhamos nessa altura agendado uma visita ao estúdio Via Satélite para que eu e a Joana pudéssemos gravar a nossa interpretação cantada da música “Um contra o outro” do grupo musical Deolinda. A escolha da música justifica-se por esta sugerir uma mensagem muito semelhante aquela que queríamos transmitir desde o início. No momento em que nos apercebemos disso, acreditámos que a música assentasse como uma luva, para além de ser cantada em Português – um dos nossos principais critérios. Não nos arrependemos de a ter escolhido mesmo após a data da gravação agendada se avizinhar um problema: não encontrámos em nenhum sítio da internet a parte instrumental da música (sem a voz da Ana Bacalhau, a vocalista do grupo) para que pudéssemos gravar por cima e que permitisse o download livre. De facto, a única maneira de resolver o problema era fazendo download no único sítio da internet em que encontrámos somente o instrumental da música que, neste caso, não era gratuito: tratava-se de um site pago de karaoke.  
                Também este problema se tornou facilmente ultrapassável e a nossa experiência no estúdio não poderia ter sido mais enriquecedora. Na realidade, concordámos que foi a experiência mais completa que podíamos ter tido, a nossa tarde foi inteiramente passada no estudio e diversas gravações foram feitas até conseguir o nosso produto final. Apesar de cansativa, todos os membros do grupo adoraram a experiência.
                Com todas as imagens organizadas e se necessário, modificadas, a música concluída como uma faixa de som e alguns sons individuais encontrados - que foram acrescentados nos respectivos lugares - a montagem não representou qualquer problema nem embaraço para o nosso grupo. Realizamo-la no programa Sony Vegas e também esta última etapa foi sinónimo de aprendizagem, sendo o Sony Vegas um programa (desconhecido para nós)  com infinitas possibilidades de ser explorado, aprendemos a montar as imagens neste caso sequencialmente, a introduzir música ou combinar diversos sons com imagens e mesmo a introduzir separadores e fichas técnicas…
                Mais importante que a apresentação à turma que aconteceu na passada Sexta-feira, de termos conseguido acabar o trabalho a tempo na data limite ou de nos vir a ser atribuída uma nota respectiva ao nosso desempenho, foi a nossa aprendizagem e a experiência que qualquer uma destas etapas descritas nos proporcionou: tanto a nível de planeamento e estrutura dentro de um género completamente novo e desconhecido – a stopmotion, tal como perante a captação fotográfica que não dispensou diversos cuidados para que as fotografias possuíssem características técnicas a salientar, gravação de som num estúdio especializado ou mesmo a montagem e a produção de um vídeo sumário de imagem, música e som.  





















1 comentário:

  1. Bom relatório! Mais do que um relatório, uma descrição detalhada da concepção do vosso trabalho!

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