Na ultima Sexta-Feira 8 de Março de 2013 apresentamos o
nosso trabalho final à turma e já o podemos publicar no blog, vejam em http://www.youtube.com/watch?v=PD7YVPvG_Z0
Resumo geral - STOPMOTION "ABRE OS OLHOS"
Apresento agora um resumo do trabalho levado a cabo pelo
nosso grupo de trabalho (Carolina Barbosa, Francisco Freire e Joana Teixeira)
que possibilitou o projecto final acima apresentado sendo que as informações
necessárias já tenham sido publicadas em posts anteriores mas que aqui se
encontram em modo resumo-conjunto:
Inicialmente,
após a criação do grupo de trabalho ocorreu a chuva de ideias habitual. Tivemos
que consultar alguns vídeos e trabalhos cujo género é Stop Motion para que
tivéssemos uma ideia de como iniciar o nosso projecto e para que pudéssemos
aprender a potencializar a técnica que nos abria diversas
portas/possibilidades. Chegámos rapidamente a vários consensos que desde cedo
adoptamos: A sucessão de fotografias seria acompanhada por sons elucidativos
que dessem expressividade e que fossem justificados tal como por uma música
(que teria de ser escolhida - de acordo com o tema); A música presente no
trabalho teria que ser cantada/ adaptada pelos elementos femininos do grupo e
assim também esta vertente seria um trabalho nosso!; Teria que ser desenvolvida
uma história que transmitisse uma mensagem - não muito óbvia nem muito complexa
mas que fosse perceptível e em forma de "apelo"; Nós seriamos
personagens no nosso próprio projecto para que o desafio ainda fosse maior - e
fora de casa!;
Depois
destas possibilidades traçadas começamos a debater ideias e surgiu LISBOA... a
nossa cidade. E se fosse a beleza de Lisboa o cenário do nosso trabalho?
Concordamos que nada seria melhor do que se nos pudéssemos divertir e passear,
explorando os sítios e as potencialidades fantásticas da nossa cidade.
E
foi assim que nasceu a ideia base - constatamos que os próprios lisboetas,
principalmente os mais jovens (que felizmente não é o nosso caso) são os primeiros
a desconhecer a nossa cidade e o que Lisboa nos pode oferecer. E porquê?
Chegámos à conclusão de que era inevitável constatar que a maioria dos jovens
da nossa idade "aproveita" (na nossa opinião o verbo seria -
desperdiça) o seu tempo livre em casa, a jogar, a ver televisão ou no
computador... não aproveitando o ar-livre, a paisagem, o exterior e o convívio.
Foi assim que nasceu a personagem "tipo" que o Francisco representa:
um rapaz que passa os seus dias em casa, a comer pizza e beber coca-cola (ou
outro qualquer género de fast food), sentado no sofá todo o dia rodeado de
aparelhos e jogos... em antítese com o que se passa em paralelo na nossa
cidade, onde duas jovens se divertem fora de casa, onde aproveitam o ar-livre,
o vento a bater-lhes na cara, o sol quente de inverno e todos esses pormenores
que sabem tão bem e que são completamente desconhecidos por aqueles que não
vivem a cidade... - a ideia parecia-nos sólida! E o apelo fundamental, era
urgente abrir os olhos e mostrar o quanto perdiam!
O
planeamento foi a fase que se seguiu. Era preciso saber o que queríamos
transmitir e como o fazer, onde ir - roteiro, que história traçar e que
elementos introduzir assim como que material utilizar. Realizamo-lo e
seguimo-lo. Na primeira visita conhecemos o trajecto e adaptamo-lo... a partir
daí as cenas foram captadas e desenvolvidas sendo que a única frustração nesta
primeira deslocação e no agendamento da seguinte foi o clima nem sempre
favorável e apelativo ao passeio e à captação de fotografias ao ar-livre. E que
se manteve chuvoso por alguns dias.
Sem que a meteorologia nos estragasse os planos,
ocorreram mais algumas idas aos sítios assinalados como Baixa de Lisboa,
Terreiro do Paço, Miradouros como as Portas do Sol, Graça ou Castelo de S.
Jorge em que existia a possibilidade de decorrerem as "cenas"
anteriormente escolhidas e planeadas. Juntando a realidade e a mensagem
pretendida com o imaginário e o fantástico das ilusões que podem ser criadas
após a sequência de imagens, introduzimos situações desse género para que a
composição não se tornasse monótona mas sim divertida e interessante.
Consideramos um enorme êxito termos pegado numa ideia assim como ponto de
partida, termos conseguido planificar as cenas e os passos seguintes a tomar
para que nada corresse mal na altura de produzir a fotografia propriamente dita
sendo que nos deu muito prazer e experiência explorar as potencialidades da
técnica inerente as fotografias a nível de luz/contra-luz, enquadramento,
exposição, fotografia de pormenor e respectivos cuidados que tivemos que
ter.
Assim
que, após algumas viagens aos sítios determinados e em destaque, finalizamos a
captação de todas as imagens necessárias que catalogamos organizadamente numa
pen unicamente de serviço ao trabalho a decorrer – a minha, planeámos as
ultimas semanas de trabalho restantes até à entrega que teriam de ser
inteiramente dedicadas a vários pontos que ainda não tinham sido abordados: a
captação de imagem à personagem masculina, dentro de casa; as passagens entre
cenas e como seriam conseguidas; apresentações/final; e com destaque – a música
e a montagem (que já tinha vindo a ser iniciada) mas que só com todos os
elementos anteriores ficaria concluída – o tempo escasseava.
Numa
fase final dedicamo-nos aos pormenores com êxito na forma como planeávamos o
nosso trabalho, como nos divertíamos a faze-lo e até a montá-lo – as imagens
foram concluídas incluindo passagens e esboços a aguarela que enriqueceram o
trabalho de uma forma muito pessoal da nossa parte. Para o final só ficou a
música e a montagem total (créditos e junção). Tínhamos nessa altura agendado
uma visita ao estúdio Via Satélite para
que eu e a Joana pudéssemos gravar a nossa interpretação cantada da música “Um
contra o outro” do grupo musical Deolinda.
A escolha da música justifica-se por esta sugerir uma mensagem muito semelhante
aquela que queríamos transmitir desde o início. No momento em que nos
apercebemos disso, acreditámos que a música assentasse como uma luva, para além
de ser cantada em Português – um dos nossos principais critérios. Não nos arrependemos
de a ter escolhido mesmo após a data da gravação agendada se avizinhar um problema:
não encontrámos em nenhum sítio da internet a parte instrumental da música (sem
a voz da Ana Bacalhau, a vocalista do grupo) para que pudéssemos gravar por cima
e que permitisse o download livre. De facto, a única maneira de resolver o
problema era fazendo download no único sítio da internet em que encontrámos
somente o instrumental da música que, neste caso, não era gratuito: tratava-se
de um site pago de karaoke.
Também
este problema se tornou facilmente ultrapassável e a nossa experiência no
estúdio não poderia ter sido mais enriquecedora. Na realidade, concordámos que
foi a experiência mais completa que podíamos ter tido, a nossa tarde foi
inteiramente passada no estudio e diversas gravações foram feitas até conseguir
o nosso produto final. Apesar de cansativa, todos os membros do grupo adoraram
a experiência.
Com
todas as imagens organizadas e se necessário, modificadas, a música concluída
como uma faixa de som e alguns sons individuais encontrados - que foram acrescentados
nos respectivos lugares - a montagem não representou qualquer problema nem
embaraço para o nosso grupo. Realizamo-la no programa Sony Vegas e também esta
última etapa foi sinónimo de aprendizagem, sendo o Sony Vegas um programa (desconhecido
para nós) com infinitas possibilidades de
ser explorado, aprendemos a montar as imagens neste caso sequencialmente, a
introduzir música ou combinar diversos sons com imagens e mesmo a introduzir
separadores e fichas técnicas…
Mais
importante que a apresentação à turma que aconteceu na passada Sexta-feira, de
termos conseguido acabar o trabalho a tempo na data limite ou de nos vir a ser
atribuída uma nota respectiva ao nosso desempenho, foi a nossa aprendizagem e a
experiência que qualquer uma destas etapas descritas nos proporcionou: tanto a nível
de planeamento e estrutura dentro de um género completamente novo e
desconhecido – a stopmotion, tal como perante a captação fotográfica que não
dispensou diversos cuidados para que as fotografias possuíssem características técnicas
a salientar, gravação de som num estúdio especializado ou mesmo a montagem e a
produção de um vídeo sumário de imagem, música e som.
Bom relatório! Mais do que um relatório, uma descrição detalhada da concepção do vosso trabalho!
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