sexta-feira, 7 de junho de 2013

Relatório Projecto Artístico

Projecto Artístico – Resumo geral

                Proposta de Trabalho
                Inicialmente foi-nos pedido que, a partir de umas imagens apresentadas à turma, escrevêssemos espontânea e rapidamente sobre aquilo que tal fotografia artística nos fazia lembrar, explorando o seu significado no nosso íntimo. Fazendo não só uma reflexão acerca de determinado tema mas também procurando a expressão através da escrita. Pessoalmente, tal tarefa não significou qualquer tipo de constrangimento ou dificuldade, sendo que em poucos minutos escrevi um poema para cada imagem abordando o tema que esta me suscitou tentando ser o mais espontânea possível.
                Penso que não só as imagens nos transmitiram alguma ideia. O interessante foi que nós próprios ao vê-las pensámos ver nelas aquilo que vemos em nós, ou seja, penso que vi nas imagens não só o que elas à primeira vista me transmitiam como o que se passava dentro de mim.
               
                Início do Trabalho – Descoberta do tema
                Como o primeiro passo já estava dado, tentei focar-me somente no que tinha escrito e explorar o que de comum existia entre todos os meus poemas ou talvez nalgum tema que na minha perspectiva se sobrepunha aos restantes. No entanto, encontrei facilmente um tema que ligaria todos os poemas e que assim sendo, significaria algo no qual tinha andado a pensar e sobre o qual me queria exprimir, tinha a ver com o Corpo, a natureza, a multiplicidade do ser, a diferença entre seres e a sua proximidade, o movimento, a procura e a descoberta.
Foi segundo estas bases que desenvolvi o meu projecto.

                Desenvolvimento do trabalho
                A partir do momento em que encontrei o tema no qual queria desenvolver o meu trabalho, surgiram várias questões: Como transmitir as minhas ideias? Como explorar e aprofundar o tema? Como dirigir e organizar o trabalho? E qual seria o trabalho final tanto físico como audiovisual? Perante a minha fixação por árvores que são um elemento natural pelo qual me sinto fascinada, não só pela sua eventual beleza mas também pela sua função e “ser”, decidi que seria a partir do formato “árvore-ser” que queria desenrolar o trabalho não só por ser um elemento representativo da natureza mas também por já ter sido um tema abordado em trabalhos anteriores realizados por mim, este ano e até por conhecer a minha ansiedade secreta em abordar o elemento (Quero – 1º período). A ideia geral surgiu na tentativa de juntar a Natureza – a árvore e o Homem – o corpo e dentro do homem/ser/corpo, a minha singular existência como mulher/ser/corpo e multiplicidade tentando transmitir no objecto a diferença entre seres e também a sua proximidade, o movimento e a procura e descoberta! Imaginei tal junção como uma árvore que concebi em escultura. Um árvore que, não sendo comum, se transformava em corpo!   
                Assim sendo, tinha encontrado o meu propósito e decidi fazer uma escultura, imaginei uma árvore feita com partes do corpo, sendo que as mãos pudessem ser raízes, braços e pernas ramos e um tronco humano, o tronco da árvore. Fundamentalmente partes do meu corpo para que transmitisse algo pessoal mas também com braços e pernas de pessoas próximas de mim porque nenhuma árvore é igual, nem mesmo os seus membros o são e muito menos as pessoas cujo corpo moldou a minha escultura! Assim foi dado o sentido da multiplicidade do meu ser com todas as minhas ambições e particularidades. E da mesma maneira a diferença entre todas as pessoas e mesmo apesar disso, a sua proximidade (e neste caso a proximidade comigo).
                A escolha de material para começar a conceber o trabalho já não foi tão fácil como a quantidade de ideias que me invadiram. Lembrei-me porém que precisava de algo que moldasse o corpo e que pudesse ser retirado facilmente dele acabando suficientemente rijo para que mantivesse a forma. Escolhi um material não regulamentar ou seja, com o qual nunca havia trabalhado e que não se encontra dentro dos materiais recomendados para conceder uma escultura – utilizei papel aderente (de sandes) e fita-cola para conceber braços, pernas, mãos, o meu tronco e até a minha cabeça.
                O processo era o seguinte: Revestia o braço, a perna ou qualquer parte do corpo pretendida com papel aderente que automaticamente se moldava ao membro onde se enrolava, com diversas camadas até que ficasse rijo passava por fim várias camadas de fita-cola. Quando estava rijo o suficiente fazia um corte longitudinal até que a pessoa conseguisse retirar o seu corpo de dentro do molde. Apesar de trabalhoso, o processo era eficaz e o molde transmitia exactamente a forma do corpo sendo possível no final distinguir até a quem pertencia cada perna ou braço! O material em si, plástico apesar de ao início me parecer desenquadrado foi aos poucos e poucos seduzindo quem por ele passava na medida em que produzia brilhos e ramificações interessantes. Foi assim que decidi manter o material à vista não o camuflando e aceitando a sua potencialidade. No caso da minha cabeça, os cuidados foram redobrados para futuras referências: é necessário que se coloque se possível uma touca de natação ou algo que proteja a cabeça e o cabelo! Só assim se pode começar a envolver a mesma com papel aderente não esquecendo de fazer buracos no nariz para que se possa continuar a respirar normalmente, tal especificidade é importantíssima, de outro modo a pessoa pode ter dificuldade em respirar!








 Apresentação Audiovisual
                Depois de ter concebido a escultura em si, com todas as suas partes – vários braços, pernas, mãos, o meu tronco e a minha cabeça foquei-me na minha apresentação audiovisual.
Pensei que nela teria que incluir não só o meu Corpo-Natureza mas também as bases/tema nas quais assentei a minha escultura e assim transmitir as minhas ideias. Mas como?
Decidi não montar assim a minha escultura final antes de poder gravar as suas partes constituintes. Dirigi-me para a natureza e esperei que ela me pudesse inspirar. E fê-lo. Introduzi os meus “pedaços” de corpos em diversos ramos para que se infiltrassem na natureza, gostei do resultado e esperei que o vento os abanasse com o seu poder para que pudesse filma-los ao vento, parecendo assim ramos e folhas ao vento e ao mesmo tempo, o movimento do corpo humano. Adorei fazê-lo.
                Para além do contacto com a natureza, também me quis sentir uma árvore e expressar-me segundo o que a natureza me transmitia. Assim lembrei-me das sombras que os ramos de árvore criavam e decidi transformar-me numa dessas sombras, foi preciso uma sala vazia e às escuras, um lençol branco e uma luz não natural para criar a minha sombra. Mexi-me ao ritmo e balancei os braços e pernas como se de uma árvore me tratasse, foi uma boa experiência e o produto final traduziu-se na junção do meu ser, a natureza e o movimento o que correu bem. Realizei um vídeo no Sony Vegas o que me proporcionou um conhecimento mais profundo acerca do programa juntando captação de vídeo onde apareço, onde retracto a natureza e a presença nela (vídeo), fotografia e áudio, tanto um instrumental de fundo como a minha voz.

                Trabalho Final – êxitos e frustrações
                O trabalho final que apresentei, baseado no projecto idealizado por mim que se desenvolveu ao longo do 3º período consistiu na escultura de uma “árvore-ser”. Ao longo do processo deparei-me com diversos problemas, inicialmente na escolha do material e depois sobretudo na construção da escultura em si pelo facto do corpo (tronco da árvore) não suportar eficazmente o peso dos ramos – Pernas, braços. 
Uma frustração que encontrei foi a nível audiovisual quando o meu vídeo se reproduziu mais escuro do que esperava, em relação às sombras onde estou a dançar. Porém, o trabalho final esteve dentro das minhas expectativas e cumpriu o meu projecto e plano de trabalho.

















quarta-feira, 5 de junho de 2013

Curta-Metragem "NORTEncontra o teu" - Guião

Cena
Planos/Imagem

Lugar/Tempo/Acção
Diálogos/Comentários
Música/Som/Efeitos Sonoros

1

Plano Pormenor

Lugar: Cemitério
Tempo: a meio da tarde
Acção: uma mão coloca uma flor numa campa, não se percebendo de quem é e quem foi a pessoa que morreu recentemente

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

2

Introdução:Plano de Pormenor; Fotografias

Lugar: Quarto de Maria
Tempo: ------------
Acção: são mostradas várias fotografias dos actores juntos e também de quando eram pequenos, dando a entender que é alguém que as está a ver enquanto anda

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

3

1 - Plano Geral da sala
2 - Plano Pormenor da chávena
3 - Plano Pormenor da acção
4 - Plano Pormenor da boca da mãe
5 - Plano da mãe vista de cima
6 – Plano Pormenor da mão impaciente

Lugar: Casa da Maria – sala de estar
Tempo: de madrugada
Acção: mãe de Maria espera, por ela ansiosamente na sala;
1 – mãe de costas a ler revista
2 – mãe levanta a chávena
3 – mãe a beber chá
4 – vista da boca da mãe
5 – mãe vê as horas no relógio de pulso
6 – mãe bate o dedo impacientemente na mesa

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Música: “Esmerelda”
Autor: Ben Howard

4

1 - Plano Pormenor da chave na porta
2 - Plano Geral do hall da casa
3 – Plano Geral da sala – mãe de costas

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Chegada a casa após noitada, alterada;
1 – coloca chave na porta
2 – Maria abre a porta e entra em casa, deixa cair a chave e dirige-se para o seu quarto, mas antes de chegar ao corredor é surpreendida pela mãe que a espera na sala e a chama
3 – mãe esta sentada num sofá, de costas, quando chama a filha

 Diálogo:
3 - Mãe: “Maria, chega aqui por favor!”


Som directo

5

1 – Plano Travelling de aproximação
2 – Plano Geral da sala
3 – Plano Geral da sala

Lugar: Casa da Maria – hall de entrada
Tempo: de madrugada
Acção: Maria dirige-se para a sala, recostando-se no sofá
1 – caminho de Maria até a sala/sofá
2 – Maria está deitada no sofá com os pés por cima da almofada e é repreendida pela mãe; diálogo entre mãe e Maria
3 – Maria levanta-se do sofá, beija a mãe na testa e vai para o quarto

 Diálogo:
2 – Mãe: “ Tira os pés do sofá Maria! Até parece que não sabes como as coisas funcionam cá em casa. Já te disse que não podes chegar tão tarde… Já viste as horas? E o estado em que estás? É perigoso, o mundo está virado ao contrário!”
Maria: “Sim, de facto, o mundo está virado ao contrário!”
Mãe: “Filha…. Eu sei que custa, é difícil para ti tal como é para todos. Por favor não desistas, tens de ser forte.”
Maria: “Boa noite mãe.”

Som directo



6

½ - Plano Geral do quarto
3 – Plano de costas
4/5/6 – Plano Geral do quarto
7 – Plano Pormenor da mala
8 – Plano Pormenor dentro da mala
9 – Plano Picado


Lugar: Casa da Maria – quarto de Maria
Tempo: de manhã
Acção: Maria está deitadana cama a pensar
1 – movimentos sucessivos na cama
2 – Maria senta-se e recosta, pega num livro e lê
3 –  Maria a ler
4 - fecha o livro, atira-o para os pés da cama e olha para a janela
5 – manda os lençóis para trás e senta-se a beira da cama
6 – levanta-se de repente e vai buscar um mala antiga, pousando-a na cama
7 – abre a mala
8 – Maria atira diversas coisas pessoais (roupa, chinelos, pasta de dentes, chapéu, etc.) apar dentro da mala
9 – mala cheia e aberta em cima da cama, Maria fecha a mala e pega nela

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Som directo

7

1 – Plano Lateral
2 – Primeiro Plano/Frontal
3 – Plano Fixo
4 – Plano Pormenor
5 – Plano Geral exterior

Lugar: Autocarro
Tempo: a meio da manhã
Acção: Maria está no autocarro em andamento partindo para Ericeira
1 – Maria está sentada a olhar para a janela a ouvir música
2 – Continuação da acção do plano anterior, noutra perspectiva (plano)
3 – vista da paisagem em movimento, através da janela do autocarro
4 – vista do interior do autocarro através das pegas
5 – Maria sai do autocarro com a mala e as portas fecham-se

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Som directo

8

1/2/3 - Plano Geral/Fixo


Lugar: Vila da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega ao seu destino, caminha pela vila até chegar a casa
1 – Maria caminha
2 – continua a caminhar, encontra um cão e pára para lhe fazer uma festa
3 – continuou o seu caminho passando junto a praia, parou para olhar o mar e depois continua

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Efeitos Sonoros
(cão a ladrar, pessoas a falar na rua, barulhos de rua)

9

1 – Plano Panorâmica Vertical do prédio
2 – Plano Geral/Fixo interior do prédio
3 – Plano Pormenor do tapete de entrada

Lugar: Prédio
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria chega a casa
1 - vista descendente do prédio onde Maria vai ficar, chegada da personagem a porta do prédio
2 – Maria vai subindo as escadas do prédio
3 – Maria pousa a mala, limpa os seus pés no tapete da entrada da casa, abre a porta, pega na mala e entra

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Som directo

10

1/2/3 – Plano Geral

Lugar: Casa da Ericeira
Tempo: fim da manhã
Acção: Maria entra na sala de estar e observa como tudo está sujo
1 – entra na sala, pousa a mala, dirige-se a janela, abre-as e observa a vista
2 – de seguida começa a tirar os lençóis que envolvem a mobília, entrando e saindo da sala, põe as almofadas no sofá, varre o chão e limpa o pó dos móveis
3 – finalizada a tarefa senta-se no cadeirão cansada

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Música: “Taylor”
Autor: Jack Johnson

11

1 – Plano Pormenor

Lugar: -------------------
Tempo: fim da manhã
Acção: é mostrada um aplaca onde está escrita uma frase


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Som directo

12

1/2/3/5 – Plano Americano de Frente e de Perfil 
4 – Plano de Pormenor do caderno e mão


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 - Maria está sentada na esplanada a ler um livro. O empregado aproxima-se e traz-lhe um café
2 – Maria paga ao empregado, agradece o café e este sai de cena
3 – acaba de beber o café, pega num caderno e começa a escrever
 4 – é visível o que Maria está a escrever no  caderno
5 – acaba de escrever a acarta e deixa-a de baixo do café, arruma as coisas e vai se embora















Voz Off:
4 – “Nunca reparaste que há certas coisas que nós já vimos muitas vezes e que de vez em quando, é como se fosse a primeira? Nunca ficaste muito tempo a olhar para o mar? Eu já…” Maria

Som directo







13

1 – Plano Geral
2 – Plano Picado

Lugar: em frente a praia
Tempo: outro dia de manhã
Acção:
1 – Maria está sentada num banco em frente a praia
2 – vê-se o que Maria esta a desenhar no seu diário gráfico

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14

1 – Plano Pormenor
2 – Plano Americano Frontal
3 – Plano Pormenor da cara de Maria
4 – Plano Pormenor às mãos
5 – Plano Americano


Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – Maria está de costas. Abre um livro de Vergílio Ferreira e lá dentro encontra uma fotografia dela com o namorado
2 – Maria está a ler e recebe uma carta do empregado
3 – lê a carta
4 – Maria escreve uma carta de resposta aquela que recebeu
5 –coloca a carta debaixo do café e coloca os óculos de sol

Voz Off:
3 – “Não há nada mais igual do que o mar ou o lume e a gente não se cansa de os ver ou ouvir. É preciso que se esteja disposto para achar a diferença nessa igualdade posso olhar o mar e não reparar nele porque já o vi, mas posso estar horas a olhar e não me cansar da sua monotomia. Qualquer que seja a razão que te tenha feito afastar

de tudo não significa que estejas só.” João

“Mesmo as coisas mais banais são diferentes se alguma coisa de importante se passou em nós. Hoje descobri a ironia de escrever por puro prazer e ser descoberta por alguém! O que um café pode despertar… Mas porque vieste?” Maria

15

1 – Plano Pormenor da mesa da esplanada
2 – Plano Americano
3/5/6  – Plano Travelling
4 – Plano Pormenor do livro e da carta

Lugar: Esplanada Sul, Ericeira
Tempo: à tarde
Acção:
1 – são postos vários objectos durante vários dias diferentes em cima da mesa da esplanada para onde vai escrever
2 – Maria escreve as respostas
3 – No último dia sai de dentro do café e dirige-se para a esplanada, para a sua habitual mesa e senta-se
4 – vê-se o livro e a carta que recebeu
5 – Maria está a andar pelo paredão junto à praia e senta-se num banco observando o mar
6 – Maria está a andar nas rochas

Voz Off:
“Se é coisa mesmo importante tudo se transfigura em nós. Porque vim? Há coisas que é difícil dizerem-se, é preciso que tudo esteja de acordo e as tuas palavras despertaram algo em mim…” João

“Tudo pode estar de acordo a qualquer hora menos essa banalidade ridícula que é a morte quando chega sem aviso prévio. O mais triste é quando não só nos leva a nós como também uma parte de quem nos ama. Mas no entanto a morte é a única verdade perfeita.”Maria 

“Tudo é erro, há uma coisa que não o é e é disso que não se pode falar… Mas então o que seria a vida sem a morte? Olharíamos para o mar, para o lume, uma flor ou um pássaro nunca encontrando diferença na sua banalidade!” João

“A vida é a única coisa em que se pode acreditar. Mas a estupidez é nossa porque a vida tal como a conhecemos não devia ser verdade! Vivemos superficialmente! Julgamos os outros por não serem como nós e julgamo-nos a nós por não sermos como os outros. Não damos valor ao que realmente importa. Se isto é avida, não quero mais vivê-la assim….” Maria

“A mudança faz parte da vida e está sempre ao nosso alcance. Preferes desistir do que enfrentar a mudança? Está uma tarde cheia de sol, as águas brilham até ao limite do horizonte e agora mesmo um barco à vela passou pela estrada de lume. O ar está quente mas já reparaste como a brisa do mar quase não chega aqui? A vida é feita de pequenos nadas e eu continuo a pensar em ti….” João

“Tudo agora me parece diferente, mais belo talvez. Deve ser do olhos limpos com que te vejo hoje! Creio que vou viver agora mais intensamente. O céu está muito azul e o mar muito límpido. Incrível não é?” Maria

Som directo





































































Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap


16















17

1 – Plano Geral do mar















1 – Plano Americano
2 – Plano Panorâmico
3 – Plano Geral
4 – Plano Panorâmico Ascendente

Lugar: Ericeira
Tempo: à tarde
Acção: filmagem do mar a andar para trás













Lugar: Cemitério
Tempo: à tarde
Acção:
1 – vê-se uma campa e uma rapaz a aproximar-se, ajoelhando-se e colocando uma flor e uma carta
2 – vê-se o cemitério e o rapaz a chorar
3 – o rapaz anda em direcção à câmara triste fumando um cigarro
4 – vê-se as árvores do cemitério



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Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap












Música:“Soldier On”
Autor:The Temper Trap